Acesso prioritário disponível O Que Se Vê ao Subir às Torres de Notre-Dame
Passo a passo pelos 424 degraus — a galeria das quimeras, o grande sino e a vista do terraço sobre Paris e a flecha reconstruída.
A subida às torres concentra muito em 424 degraus: uma escada em caracol medieval, as gárgulas mais famosas do mundo, um sino histórico colossal e uma vista do terraço sem igual em Paris. Este guia percorre o percurso por ordem, para que saiba o que vem a seguir, onde estão os destaques e como aproveitar ao máximo uma subida que é tanto uma experiência da própria catedral como um caminho para um miradouro.
A Escadaria e a Subida
A subida começa na Torre Norte, por uma apertada escada em caracol de pedra, alisada por séculos de uso. Não há elevador: os 424 degraus são a única forma de subir e descer, e algumas passagens superiores são estreitas — cerca de 45 centímetros — e tão baixas que obrigam a curvar-se. A subida fechada e sinuosa cria antecipação, com vislumbres ocasionais através de aberturas, até o levar ao nível das galerias entre as torres.
É uma subida física, mas um ritmo constante com uma ou duas pausas torna-a muito acessível para qualquer pessoa razoavelmente em forma. Use calçado confortável e antiderrapante, e vá devagar nas secções estreitas. O esforço faz parte da experiência: chega-se junto dos gárgulas e sinos depois de ter subido pela pedra viva da catedral, o que é uma sensação muito diferente de sair de um elevador.
A Galeria das Quimeras
A primeira grande recompensa é a Galeria das Quimeras, a galeria que corre entre as duas torres, ladeada pelas sombrias grotescas de pedra que se tornaram emblemas de Paris. A mais famosa é o Stryge, a criatura alada e com chifres que apoia o queixo nas mãos e contempla a cidade com uma expressão de tédio eterno. Estas figuras parecem medievais, mas foram na verdade concebidas no século XIX pelo restaurador Viollet-le-Duc, que reinventou a decoração das torres durante a sua grande restauração da catedral.
Este é o ponto mais fotografado da subida, e com razão: enquadrar os telhados de Paris entre as asas e os chifres de uma quimera é uma das imagens icónicas da cidade. Demore-se aqui — a galeria é o coração atmosférico da visita às torres, e cada grotesca tem a sua própria personalidade. Daqui tem também a primeira noção real da altura e da amplitude da vista que se avizinha.
O Grande Sino
Continuando para a Torre Sul, o percurso leva-o ao bourdon 'Emmanuel', o maior e mais venerável sino da catedral. Fundido no século XVII e pesando muitas toneladas, é famoso pela nota profunda e pura que marcou os momentos mais solenes da história francesa, e sobreviveu incólume ao incêndio de 2019. Vê-lo de perto, na penumbra do campanário, transmite a escala e o artesanato da estrutura da catedral de uma forma que a vista por si só não consegue.
A câmara do sino lembra que as torres são partes funcionais de uma catedral viva, e não apenas um miradouro. Daqui, uma última curta subida leva-o ao topo da Torre Sul e ao terraço aberto, o clímax da subida, onde o mundo fechado de escadas e pedra dá lugar, de repente, ao céu aberto e a toda a Paris.
A Vista do Terraço e o Pináculo
No topo, a quase 70 metros de altura, Paris abre-se em todas as direções: o Sena a serpentear em volta da Île de la Cité, os telhados do Bairro Latino e do Marais, a Torre Eiffel, a cúpula do Panthéon e o Sacré-Cœur a coroar a sua colina. É uma vista mais baixa e mais íntima do que a da Torre Eiffel, colocando-o no meio da alvenaria no coração medieval da cidade, em vez de olhar a partir da periferia — um favorito de muitos frequentadores de Paris precisamente por essa razão.
A vista mais memorável é a mais próxima: olhar para baixo para o próprio pináculo reconstruído de Notre-Dame e para o telhado restaurado, recriados após o incêndio de 2019 e vistos de um ângulo escondido do público durante toda a restauração. Para quem acompanhou o incêndio e a reconstrução, esta visão próxima da catedral ressuscitada é comovente e única na subida às torres — nenhum outro miradouro em Paris a oferece.
Perguntas frequentes
Quantos degraus tem e há elevador?
Há 424 degraus numa escada em caracol estreita e não há elevador — as escadas são a única forma de subir e descer. Algumas passagens superiores têm cerca de 45 cm de largura e são baixas. A maioria dos visitantes demora entre 45 minutos a uma hora para o percurso completo.
O que é a Galerie des Chimères?
A galeria entre as duas torres, ladeada pelas famosas gárgulas de pedra — incluindo o Stryge com o queixo apoiado nas mãos — que se tornaram símbolos de Paris. Parecem medievais, mas foram desenhadas no século XIX pelo restaurador Viollet-le-Duc. É o ponto mais fotografado da subida.
Posso ver os sinos?
Sim — o percurso na Torre Sul passa pelo bourdon 'Emmanuel', o grande sino do século XVII da catedral, que sobreviveu ao incêndio de 2019. Vê-lo de perto é um dos pontos altos da subida.
Como é a vista do topo?
Um panorama sobre os telhados do Sena, da Île de la Cité e de toda a Paris — a Torre Eiffel, o Panthéon, Sacré-Cœur — além de uma vista próxima diretamente para a flecha e o telhado reconstruídos da catedral. É uma vista íntima e histórica, a partir do coração da cidade medieval.
Vale a pena se não estou muito em forma?
Para a maioria dos visitantes com uma condição física razoável, sim — um ritmo constante com uma ou duas pausas é suficiente para enfrentar os 424 degraus. Não é recomendado para problemas cardíacos, vertigens fortes, gravidez ou crianças com menos de 6 anos, e não existe alternativa sem degraus.
Posso ver a flecha reconstruída?
Sim — uma das partes mais impressionantes da vista é olhar diretamente para a flecha recriada e o telhado restaurado a partir das torres, um ângulo que esteve oculto do público durante toda a restauração.